segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Presos depois de acidente
Dupla acusada de roubar carro tenta fugir de policiais e bate em poste no Engenho Novo
Rio - Dois homens foram presos na manhã de ontem por policiais militares, após provocarem um acidente no Engenho Novo. Segundo policiais do 3º BPM (Méier), que faziam patrulhamento na região, a dupla roubou um Corsa na Rua Barão de Bom Retiro, próximo ao Largo da Araújo Leitão, e entrou de marcha-à-ré na Rua Verna Magalhães. A manobra arriscada chamou a atenção dos policiais que iniciaram uma perseguição. Em seguida, a dupla bateu em um poste na Rua Cabuçu.
Após o acidente, Leonardo Leite Silva, 19 anos, abandonou o carro mas os PMs conseguiram alcançá-lo. Capturado, ele disse que seu comparsa Thiago Furtado de Assis, 25, que tinha ficado no veículo, estaria armado.
Os policiais militares encontraram Thiago desmaiado. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola 9 mm, com a numeração raspada. Feridos, os dois foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier.
Ainda na manhã de ontem, no bairro do Jacarezinho, também região de atuação do 3º BPM, policiais militares prenderam três homens na Rua Lino Teixeira. O trio estava com uma pistola calibre 45mm e um aparelho DVD para carro.
SIENA ROUBADO
Pressionados pelos policiais, os três homens admitiram que roubaram um Siena, que foi abandonado na Rua Dom Bosco, no mesmo bairro, de onde eles retiraram o DVD. O aparelho seria vendido na Favela da Marlene, também no Jacarezinho. No chão do carro, os policiais militares encontraram um revólver calibre 32.
Os cinco assaltantes presos pelo 3º BPM foram levados para 25ª DP (Engenho Novo), onde os dois casos foram registrados.
O policiamento na região foi reforçado há dez dias quando traficantes do morro dos Macacos, em Vila Isabel, invadiram o rival Morro do São João , no Engenho Novo.
Na madrugada do último dia 25, o combate entre a quadrilha dos dois morros durou cerca de quatro horas e provocou a morte de três homens inocentes.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Aposentado: tabela mostra perda de 105% no reajuste
Desde 1991, valor dos benefícios maiores caiu à metade
Rio - Daqui a uma semana, quando o reajuste de 12,05% elevar o salário mínimo de R$ 415 para R$ 465, os benefícios de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do piso previdenciário terão acumulado prejuízos de 105,20%, com perda da metade do valor desde 1991, quando, por lei, os reajustes passaram a ser diferenciados para os dois grupos de segurados. Cálculo da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda (confira abaixo) considerou, desde aquele ano, o mesmo valor de mínimo para as duas categorias, aplicou os índices distintos e demonstrou que o piso desse grupo seria de R$ 226,62 no dia 1º de fevereiro — com a correção de 6,22%, prevista em orçamento. Fala-se que, internamente, o governo discute e tenta chegar a 7%, mas a equipe econômica tem sido dura. Ao ser pressionado por dirigentes de centrais sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “tentaria” um índice maior para o grupo que ganha mais.
A política de correção dos benefícios foi duramente atacada ontem, em eventos por todo o País. Segurados do Rio lotaram caravanas para ir ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, nas comemorações do Dia Nacional do Aposentado e da Previdência Social (24 de janeiro), em ato marcado por protestos e reivindicações de recuperação das perdas. Em São Paulo, o Sindicato de Aposentados e Pensionistas da Força Sindical organizou uma festa, em padrão semelhante ao que as centrais promovem no Dia do Trabalho. Os aposentados de hoje são os sindicalistas que marcaram os anos 80 e que projetaram nomes como o de Lula na cena política. “O governo Lula não cumpriu o seu compromisso com os aposentados. Todos os anos, milhares de aposentados e pensionistas caem para a faixa do salário mínimo após o reajuste. Em um ano, só fomos recebidos uma vez pelo atual ministro da Previdência, José Pimentel. Há dinheiro para bancos, construtoras, montadoras, mas não para os reajustes dos aposentados”, atacou o presidente do sindicato, João Batista Inocentini, destacando que a falta de negociação não condiz com o passado sindicalista de Lula e do ministro.
A presidente da Faaperj, do Rio, Yedda Gaspar,
definiu a política como covarde: “Vamos protestar, apesar de todas as manobras dogoverno, como a que retirou de pauta o Projeto de Lei nº 1, do senador Paulo Paim (PT-RS), que trata do reajuste único, no dia 18 de dezembro, antes do recesso parlamentar. Em 1990, eu ganhava o teto, que atualmente está em R$ 3.038. Mas agora ganho R$ 1.570. Não é justo, porque não há déficit na Seguridade Social. O dinheiro que pagaria o reajuste dos benefícios é desviado para outros fins. Nós, aposentados, estamos pagando a dívida pública”.
Estudo da Associação Nacional de Fiscais da Previdência Social (Anfip) descreve a evolução do superávit (resultado positivo, na compensação entre arrecadação e despesas) da Seguridade Social, com e sem a Desvinculação das Receitas da União (DRU), recurso que permite remanejar 20% do orçamento carimbado para outras áreas. O último dado fechado, de 2007, confronta R$ 60,9 bilhões contra R$ 21,8 bilhões, com a DRU. Pelas contas do governo, o reajuste único elevaria a despesa do INSS, por ano, em R$ 6,5 bilhões.
TPM pode ser diagnosticada como transtorno, diz estudo
Nova Iorque - A tensão pré-menstrual, disfunção hormonal que atinge de 20% e 40% das mulheres, está sendo revista por cientistas, que investigam uma versão mais acentuada da famosa TPM. A Associação de Psiquiatria Americana estuda agora casos de agravamento desses sintomas, cuja intensidade criaria uma nova classificação: transtorno disfórico pré-menstrual, ou TDPM. As informações são do jornal americano The New York Times.
As oscilações hormonais que normalmente se refletem na mudança de comportamento, deixando as mulheres mais vulneráveis à irritação e à sensibilidade, desencadeiam também alterações físicas como inchaço pelo corpo e dores de cabeça, descompasso que pode atingir quase metade da população feminina adulta.
Uma fatia muito menor dessas mulheres, no entanto, sofre de graves alterações de humor durante o período antecedente à menstruação. Essas mulheres, especificamente, teriam dificuldades muito mais acentuadas de manter relações equilibradas no ambiente de trabalho, familiar ou social "naqueles dias", mergulhando numa profunda tristeza com picos de frustração e ansiedade nos dias anteriores ao ciclo menstrual.
Para buscar uma forma de tratamento direcionada para o problema, a Associação de Psiquiatria Americana pretende incluir até o ano de 2012 a disfunção como "doença" na cartilha de diagnósticos médicos oficiais.
Essa idéia tem sofrido críticas de parte da classe médica, que acredita que, desconsiderando a normalidade do período de alterações de comportamento antes da menstruação, a medida possa desencadear a discriminação de mulheres "portadoras do transtorno disfórico pré-menstrual".
Discussão histórica
Embora a discussão sobre o tema tenha aquecido recentemente, as pesquisas sobre essa forma grave de TPM não vem de hoje. A defesa da existência do transtorno disfórico pré-menstrual já suscitou protestos apaixonados há mais de 20 anos, quando a mesma Associação de Psiquiatria Americana considerava adicionar a nova categoria de diagnóstico ao Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais americano.
Na época, feministas também argumentaram que a classificação como 'doença' reforçaria o estigma da TPM, a exemplo das críticas que têm ocorrido nos dias de hoje, classificando as mulheres mais sensíveis ao período menstrual ao diagnosticá-las como "doentes mentais", como poderia ser interpretado pela nova nomenclatura e definição.
Essa classificação, por exemplo, poderia abrir precedente em brigas judiciais de custódia familiar em casos de separação, prejudicando o pedido de guarda das mães para ficarem com os filhos. "Para evitar isso, médicos pretendem especificar que a doença se trate de um tipo de 'transtorno depressivo'", esclarece o psiquiatra Nada L. Stotland, presidente da associação.
Um dos mais rigorosos estudos para diferencia a TPM do transtorno disfórico pré-menstrual foi publicado em março de 2008. Na investigação, especialistas seguiram rigorosos critérios de avaliação aplicados em 1.246 mulheres escolhidas aleatoriamente em regiões urbanas e rurais americanas.
Elas preencheram questionários e relataram, através de diários, a manifestação dos sintomas que tinham e também cederam para análise amostras de urina para a verificação das taxas hormonais durante dois meses.
Co-autora do estudo, a cientista social Sarah Gehlert, da Universidade de Chicago, constatou que 1,3% das mulheres em idade reprodutiva que participaram do estudo apresentaram mudanças comportamentais e hormonais graves em comparação ao restante das voluntárias, revelando ter conseqüências sociais extremamente negativas nos dias antecedentes ao período menstrual.
Auxílio médico
Enquanto aumentam as discussões acerca da adoção de um novo diagnóstico para a TPM - em caso de agravamento dos sintomas -, desde 2000 anti-depressivos e novos tipos de pílulas anticoncepcionais já são distribuídos nos Estados Unidos para tratar do problema.
Com a inclusão do novo diagnóstico, parte dos médicos acredita que um tratamento especifico possa ser validado, o que também permitiria que as seguradoras de saúde pudessem ser requisitadas para oferecer tratamento.
"Além disso, este reconhecimento seria importante para estimular a investigação e o desenvolvimento de novas terapias e remédios de empresas farmacêuticas", disse Peter J. Schmidt, psiquiatra do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
Crítica especializada
Para a psicóloga Paula Caplan, pesquisadora da Universidade de Harvard, a nova classificação é equivocada. Segundo a estudiosa, mulheres que sofrem de TPM têm o comportamento afetado por fatores sociais e interpessoais, geralmente a causa principal do problema, e não apenas biológicos e hormonais.
"Estudos têm mostrado que aquelas mulheres que têm a TPM mais aprofundada em seus efeitos são também, fora do período menstrual, mais suscetíveis a ter dificuldade de relacionamento em outros momentos da vida", afirmou. "estas mulheres precisam de ajuda para enfrentar seus problemas, e não de novos medicamentos. Estamos apenas mascarando esses problemas que precisam ser tratados normalmente, e não como uma doença mental", observou.
As informações são do Terra
Dengue: risco de novo vírus
Possibilidade de chegada do tipo 4 no País coloca em alerta autoridades
Rio - A vinda para o Brasil de 120 mil pessoas de diversos países que participarão do Fórum Social Mundial, em Belém (Pará), preocupa as autoridades sanitárias brasileiras: há risco da entrada do tipo 4 da dengue em território nacional.
A região em que ocorrerá o evento, a partir do dia 27, tem índice de infestação do mosquito Aedes aegypti acima de 1% — o máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde — e receberá pessoas da Venezuela, Colômbia e Bolívia, países em que o vírus 4 circula.
“Estamos adotando todas as medidas de prevenção necessárias para evitar que o vírus entre no Brasil. Fizemos varreduras para diminuir o número de focos do mosquito, que em alguns pontos chega a 2,6%. Já estamos usando fumacê em toda a área do evento”, explicou Reinaldo Braun, do departamento de controle de endemias da Secretaria estadual de Saúde do Pará.
De acordo com Braun, o estado confeccionou material informativo em quatro línguas recomendando que os visitantes procurem atendimento médico caso tenham febre e outros sintomas de dengue e de malária. “Não temos casos de malária, mas temos o vetor”.
Como o vírus pode se propagar
O temor dos especialistas é de que um turista com o tipo 4 da dengue, mas sem apresentar os sintomas da doença, chegue ao Brasil para participar do Fórum e seja picado por um Aedes. Isso contaminaria o mosquito com o novo vírus. O inseto, então, passaria a transmitir a dengue 4 para outras pessoas no País.
“O problema é que como o vírus 4 nunca entrou no País, nenhum brasileiro tem imunidade a ele”, diz o pesquisador da Fiocruz Anthony Érico.
Especialista em dengue, Eraldo Bulhões afirma que é importante detectar doentes previamente para diminuir esse risco. “Mais de 15 mil representantes de países onde o vírus 4 predomina devem comparecer ao evento. O alerta é para que sejam controladas todas as ocorrências de febre”, afirma.
Onze postos médicos e um laboratório funcionarão 24 horas para receber os que necessitarem de atendimento e exames durante o evento.
Hospital para toda a Baixada
Unidade em Caxias passará a receber investimentos de prefeituras da região
Rio - O ‘quartel-general’ contra o Aedes aegypti foi inaugurado ontem na Praça da Bandeira. A arma contra o mosquito transmissor da dengue será a informação: computadores instalados no novo órgão da Secretaria Estadual de Saúde — a Sala de Situação da Dengue Verão 2009 — vão receber, 24 horas por dia, informações sobre criadouros do inseto e casos da doença, entre outras. Os dados serão repassados, pela Internet, pelas prefeituras do Estado do Rio.
O setor é uma parceria dos governos federal, estadual e municipais que, em conjunto, prometem realizar ações rápidas para evitar nova epidemia de dengue. De acordo com o secretário estadual, Sérgio Côrtes, a partir dos dados recebidos serão realizadas ações de combate à doença, priorizando regiões em situação mais crítica. “As informações ficarão centralizadas e as respostas serão mais rápidas. Se identificarmos um foco em determinado bairro, deslocaremos uma equipe para combatê-lo. Além disso, vamos recolher informações sobre hospitais”, afirmou, acrescentando que haverá central telefônica para receber chamados dos profissionais.
Ainda segundo Côrtes, o local irá abrigar os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), responsáveis por reunir dados sobre todas as endemias monitoradas pela Organização Mundial de Saúde. Existem 17 Cievs no País e a previsão é que esse número chegue a 56 até o fim do ano.
Segundo o secretário municipal de Saúde do Rio, Hans Dohmann, um novo Levantamento do Índice de Infestação do Aedes Aegypti será concluído nas próximas semanas. O trabalho irá apontar a quantidade de focos do Aedes em cada ponto da cidade. No próximo dia 20, os bairros São Francisco Xavier e Rocha irão receber ações contra a doença. Ao lado de Côrtes e Dohmann, participou ontem da inauração o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.
MOTO FUMACÊ
Pesquisador da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio criou uma ‘moto fumacê’ para combater a dengue em locais de difícil acesso, como favelas. Segundo o engenheiro Marcius Costa, o custo do fumacê em motos pode ser dez vezes menor do que o instalado em picapes, como são os atuais veículos usados pelo estado e a prefeitura.
Curiosidades
Mulher carrega filho na barriga há 60 anos
Pequim - A razão da dor de estômago que durou 60 anos numa mulher chinesa foi finalmente descoberta. Médicos diagnosticaram que desde 1948 a idosa convivia com o cadáver de um feto no ventre. As informações são do jornal britânico The Sun.
A descoberta ocorreu quando a mulher, de 92 anos, sentiu novamente dores no estômago e foi fazer um exame detalhado no hospital. "Eu não podia acreditar no que meus olhos viam quando eu descobri que ela tinha um bebê morto na barriga", disse o médico Liu Anbin, de Qingshen. "Sou médico há mais de 40 anos e é a primeira vez que eu vi algo desse tipo", complementou.
Xianming Xu, diretor do departamento de Obstetrícia e Ginecologia do hospital onde a chinesa foi atendida, afirmou: "É muito raro que Huang seja tão saudável."
Agora, especialistas estão realizando testes para ver se Huang precisa fazer uma operação para remover o cadáver do bebê, morto em sua barriga há seis décadas.
As informações são da Redação Terra
Duas mortes investigadas
Dengue pode ter sido a causa de óbitos em Caxias e Itaboraí
Rio - A dengue já pode ter feito duas vítimas fatais esse ano no Rio. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, o estado tem duas suspeitas de morte por dengue, em Duque de Caxias e Itaboraí. As vítimas eram mulheres.
Desde o início do ano, 117 casos da doença foram diagnosticados. Ontem, cerca de 150 agentes de endemia e bombeiros começaram a percorrer ontem as ruas dos bairros São Francisco Xavier e Rocha, Zona Norte do Rio. O objetivo da ação da Secretaria Municipal de Saúde é vistoriar 4.684 imóveis e estabelecimentos comerciais em busca de focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue.
“Precisamos da ajuda da população para abrir os domicílios. O trabalho precisa ser contínuo”, disse o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann.
Com possíveis focos do mosquito no quintal, o torneiro mecânico José Antônio Campeiro, 54 anos, prometeu fiscalizar sua casa. “Não sabia que havia larvas de mosquito em meu quintal. Aprendi a esvaziar qualquer pote e tomar cuidado com água parada”.
Até mesmo cacos de garrafas de vidro no alto de muros — prática comum para evitar entrada de ladrões — foram quebrados, pois podiam servir como recipiente de água parada, ambiente preferido pelo mosquito.
Engenho de Dentro terá ação
Segundo Dohmann, o próximo bairro que receberá o trabalho preventivo é o Engenho de Dentro, entre os dias 26 e 31. A secretaria de Saúde lembra que os agentes que fazem parte da ação, além de uniformizados, usam um crachá com nome e o número da matrícula, que podem ser conferidos através do Tele Saúde: (21) 3523-4025.
A ação nos dois bairros termina sábado, quando será divulgado o novo Levantamento do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Liraa) feito nas duas primeiras semanas de janeiro. A pesquisa aponta a quantidade média de imóveis com pelo menos um foco do Aedes.
Esse ano, foram notificados 42 casos de dengue no Rio e nenhuma morte. A região do Méier é a que concentra mais índices da doença, com 11 registros.