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sábado, 9 de janeiro de 2010

Chuva em Angra na virada foi a maior dos últimos 10 anos, dizem meteorologistas

09/01/10 - 07h37 - Atualizado em 09/01/10 - 07h37

Dados do Inmet revelam que choveu 142 mm entre dias 31 e 1º.
Geólogo diz que qualquer chuva acima de 70 mm sinaliza perigo.

Marília Juste Do G1, em São Paulo

Foto: Patrícia Kappen / G1

Escavadeira trabalha no local do deslizamento em Angra dos Reis. (Foto: Patrícia Kappen / G1)

A chuva que atingiu Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, nas últimas 12 horas do dia 31 de dezembro e nas primeiras 12 horas do dia 1º de janeiro foi o maior volume de água em 24 horas dos últimos dez anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foram 142,9 mm de água – um valor normalmente registrado em todo um mês.


Nessas condições, segundo o geólogo José Tadeu Tommaselli, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mesmo um morro totalmente preservado e sem impacto humano nenhum correria risco de avalanches de terra.

“Qualquer chuva acima de 70 mm é um indicador de problemas. E choveu muito mais que 70 mm”, explica o cientista.


No primeiro dia do ano, as chuvas na cidade causaram o deslizamento de dois morros, um em Ilha Grande e outro na parte continental de Angra. Ao todo, 52 pessoas morreram. Uma ainda está desaparecida.


Antes da chuva da virada, os maiores valores registrados pelo Inmet em 24 horas na região nos últimos dez anos foram de 129,3 mm em 9 de dezembro de 2002 e 117,5 mm em 25 de outubro de 2003. A maior chuva em um dia da história de Angra ocorreu na década de 1960: 191,4 mm em 22 de dezembro de 1965.


A causa de tanta água, de acordo com o meteorologista Fabrício Daniel dos Santos Silva, foi a formação que levou para a região do litoral do Rio de Janeiro massas de ar mais úmidas, que combinam tanto nuvens que causam precipitações intensas como aquelas que geram chuvas mais fracas, mas mais duradouras.


Ainda assim, o meteorologista afirma que essas chuvas são consideradas normais. “São normais alguns eventos de precipitações muito intensos nas mais diversas regiões do país, quando estas estão passando pelo seu período mais chuvoso”, explica Silva.

Foto: Marcos Arcoverde/Agência Estado

Equipes trabalham no local onde ocorreu um deslizamento no Morro da Carioca, no Centro de Angra dos Reis (Foto: Marcos Arcoverde/Agência Estado)

O também meteorologista José Fernando Pesquero, do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concorda.

“Estamos em um mês de verão. O calor associado ao anômalo transporte de umidade que está ocorrendo da região norte do Brasil para as regiões sul e sudeste é o responsável por estas chuvas. As frentes frias estão passando apenas pelo oceano Atlântico”, explica. “Esse transporte intenso de umidade associado ao fenômeno El Niño, que já é conhecido de provocar chuvas, pode estar provocando chuvas mais intensas”,afirma.

Os meteorologistas também afirmam que não há motivo para achar que os temporais são culpa das mudanças climáticas associadas ao aquecimento global.

“Todos os pesquisadores do clima são unânimes em afirmar que ainda não se pode associar tais eventos diretamente às mudanças do clima. Até porque tais eventos intensos sempre ocorreram”, afirma Silva.


“A atmosfera possui um número quase que infinito que sistemas que estão interagindo com ela. Estes vão de um El Niño até os escapamentos dos carros, soltando poluição. Por isto é complicado dizer se alguma chuva em particular, que ocorreu na atmosfera, teve tal culpado diretamente”, diz Pesquero.

Tanta água, para o geólogo José Tadeu Tommaselli, aumenta a possibilidade de deslizamentos em morros. Isso por que as rochas, em áreas de encosta, são mais próximas do solo. “A água penetra no solo, chega na rocha e represa. Isso vira lama. Todo esse bloco de solo, que estava em cima, perde o atrito e desliza. Despenca”, explica Tommaselli.


Segundo o pesquisador, mesmo que os morros estivessem preservados eles poderiam ter desabado. “Esse é o primeiro grande erro das pessoas. A área não estar impactada não significa que isso não vá acontecer. A natureza se movimenta o tempo todo”, diz ele.

“Tudo tem uma tendência a ir para o fundo do vale. Quem está morando ali tem que saber que está correndo perigo”, explica.

Outras cidades

Os dados do InMet também mostram grandes volumes de chuvas em outras cidades do país afetadas pelos alagamentos.

Presépio foi afetado pela enchente em São Luiz do Paraitinga; primeira missa após inundação foi realizada nesta quinta na cidade (Foto: Marcelo Mora/G1)

Em São Paulo, a chuva do dia 8 de dezembro causou muitos transtornos no trânsito e alagou bairros inteiros.

Segundo os dados meteorológicos, foram 97 mm de chuva. Mas a cidade já enfrentou precipitações mais intensas recentemente.

Em 8 de fevereiro de 2007, choveu 103,3 mm na capital paulista. Em 25 de maio de 2005, foram 140,4 mm – o recorde dos últimos 50 anos.


Já a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP), que teve seu centro histórico destruído, foi vítima de uma sequência de chuvas, menos intensas que as de Angra e São Paulo, mas ainda assim bastante fortes.

Em 28 de dezembro, choveu 35,2 mm. No dia 29, foram 46,8mm e no dia 30, 31,4mm. No último dia do ano, foram 11 mm de chuva. Mas a trégua foi momentânea. No primeiro dia de 2010, choveu 56 mm na cidade.


A estação meteorológica da cidade foi instalada em novembro de 2007. De lá para cá, o recorde registrado foi de 66,4 mm em 21 de dezembro de 2008.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

24/02/2009 - 17h48 - Atualizado em 24/02/2009 - 19h29

Mocidade Alegre é campeã do carnaval de São Paulo

Escola do bairro do Limão superou a Vai-Vai na apuração final.
Desfile no Sambódromo do Anhembi foi uma homenagem ao coração.
Do G1, em São Paulo
A escola de samba Mocidade Alegre conquistou o título do carnaval de São Paulo após uma disputa acirrada com a Vai-Vai, que terminou em segundo lugar meio ponto atrás. A apuração terminou no final da tarde desta terça-feira (24) no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.

VEJA TODAS AS NOTAS DA APURAÇÃO EM SÃO PAULO

A Mocidade somou 359,25 pontos. A Vai-Vai teve 358,75 pontos. A Rosas de Ouro terminou em terceiro lugar (358,25 pontos) e a Gaviões da Fiel ficou em quarto lugar (358 pontos) na classificação final.

Classificação/Escola Nota
1º Mocidade Alegre 359,25
2º Vai-Vai 358,75
3º Rosas de Ouro 358,25
4º Gaviões da Fiel 358,00
5º Império de Casa Verde 356,50
6º X-9 Paulistana 355,50
7º Tucuruvi 354,75
8º Unidos de Vila Maria 354,50
9º Pérola Negra 353,25
10º Mancha Verde 353,25
11º Tom Maior 349,00
12º Leandro de Itaquera 345,00
13º Nenê de Vila Matilde 342,00
14º Unidos do Peruche 339,00
As escolas Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

VEJA COMO FOI O DESFILE DA MOCIDADE ALEGRE

- Veja fotos do desfile da Mocidade Alegre
- Veja vídeos do desfile da Mocidade Alegre
- Veja fotos da comemoração do título
- Águia e Imperador vão para o Grupo Especial

Dois jurados deram nota 9,75 para a Vai-Vai no quesito fantasia, permitindo à Mocidade abrir meio ponto de vantagem na disputa pelo título.

A Vai-Vai perde ainda mais 0,25 ponto no quesito evolução. A Mocidade perdeu 0,5 ponto neste mesmo quesito reduzindo a diferença para 0,25 ponto.

Fundada em 1967, a escola do bairro do Limão conquistou seu sétimo título do Grupo Especial do carnaval paulista. A Mocidade Alegre havia vencido pela última vez em 2007. Os outros títulos foram conquistados em 1971, 1972, 1973, 1980 e 2004.

Mocidade e Vai-Vai repetiram na apuração o duelo das notas que fizeram no carnaval de 2008. Naquela ocasião, a Vai-Vai terminou vencedora com o título sendo definido no último quesito, com a última nota.

 Campeã cantou o coração
Terceira escola a pisar no sambódromo no sábado, a Mocidade Alegre fez uma ode ao coração em suas diversas formas: histórica, lúdica e carnavalesca.

Com o enredo: “Da chama da razão ao palco das emoções... Sou máquina, sou vida, sou coração pulsando forte na avenida”, a vice-campeã do carnaval 2008, ‘pintou” a avenida de vermelho e verde.

Em uma mudança de última hora, a tradicional rainha de bateria da Mocidade, Nani Moreira, não desfilou à frente dos músicos. Ela foi substituída por uma rainha mirim, a Naninha (vídeo acima).


 'Vitória da comunidade'

A presidente da Mocidade, Solange Bichara, dedicou a vitória à comunidade.  "Estou com o coração a mil por hora", disse pouco antes de receber o troféu de campeã no Anhembi. Além da festa desta terça-feira, a presidente da escola prometeu outra comemoração, em data ainda não marcada. Isso porque, segundo Solange, por problema de horário, a festa desta terça não poderá ir até muito tarde.

Solange elogiou também a atuação à frente da bateria da menina Marília Silva, 12 anos. "Ela tinha uma carga de vir no lugar da Nani. Estava nervosa, mas deu conta do recado. É a valorização da comunidade desde criança", disse a presidente.


 Festa na quadra

Os torcedores começaram a chregar à quadra da Mocidade, na Zona Norte de São Paulo, por volta do meio-dia.  Às 16h30, meia hora após o ínício da apuração e faltando ainda dois quesitos para o resultado, o local já estava lotado e o clima variava de euforia e nervosismo. Para garantir a segurança das pessoas que estão foram até a quadra, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou a Avenida Casa Verde, entre a Avenida Professor Celestino Bourroul e a Avenida Engenheiro Caetano Álvares.

Mesmo antes do resultado, a eterna rainha da bateria da escola, Nani Moreira, anunciava que este seria o ano mais feliz da vida dela. Embora pela primeira vez nos últimos nove anos não tenha saído à frente dos músicos uma vez que teve seu primeiro filho há pouco tempo, a dançarina de 30 anos não escondia a emoção da vitória. “Esta é uma emoção especial. Estou realizando dois sonhos: o de ser mãe e o de ver minha escola campeã novamente. Estou tremendo de tanta emoção”, afirmou.
24/02/2009 - 12h29

Locutor do carnaval de SP se prepara para apuração das notas

Responsável por ler os quesitos toma muita água e masca gengibre.
Campeã do carnaval paulista será conhecida a partir das 16h, no Anhembi.
Do G1, com informações do SPTV
A manhã de terça-feira (24) foi de bastante preparação para Antônio Pereira da Silva, o Zulu, locutor oficial da apuração das notas do carnaval de São Paulo desde 1993. Poucas horas antes da apuração, ele cuida bem da voz. São pelo menos dois litros de água por dia nessa época. Mastigar gengibre também ajuda as cordas vocais. O truque é antigo, mas ele não abre mão.

Veja o site do SPTV

A apuração das notas começa às 16h, no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte da capital paulista. São nove quesitos ao todo: Samba enredo, comissão de frente, evolução, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, bateria, enredo, fantasia e alegoria.

As notas variam de sete a dez, fracionadas em 0,25. Quatro jurados avaliam cada um dos quesitos, sem descarte de notas. Em 2008, eram três jurados e a nota mais alta e a mais baixa eram descartadas. Com a mudança, espera-se reduzir as chances de empate.

Zulu sabe da responsabilidade que tem, em um dia de muita ansiedade e expectativa para os carnavalescos. O que ele faz é bem mais que uma leitura. Quando fala os nomes das escolas, os quesitos e as notas, mexe com a emoção de quem trabalhou um ano inteiro só esperando por aquele momento.

Para tudo ficar pronto a tempo, antes das 16h, muita gente trabalhou na limpeza e na montagem das mesas onde vão ficar os jurados e os presidentes das escolas. A disputa promete ser apertada. “O nível técnico das escolas foi muito bom, o resultado deve ser decidido em décimos”, afirmou Luiz Sales, coordenador de carnaval da São Paulo Turismo (SPTuris).

As duas escolas que tiveram as menores notas finais serão rebaixadas para o Grupo de Acesso. No ano passado, caíram a Águia de Ouro e a Camisa Verde e Branco. As duas escolas campeãs do Grupo de Acesso ganham o direito de disputar no Grupo Especial o carnaval 2010 – no ano passado, subiram a Leandro de Itaquera e a Unidos do Peruche.
24/02/2009 - 12h12

Veja as musas que 'comandaram' as baterias no 2º dia de desfile na Sapucaí

Belas desfilaram na segunda noite do grupo especial do Rio de Janeiro.
Beldades como Viviane Araújo e Luma de Oliveira encantaram a Sapucaí.
Do G1, em São Paulo
Porto da Pedra
Rainha de bateria da Porto da Pedra, a “popozuda” Valesca Santos atravessou a Sapucaí alheia aos problemas da escola durante o desfile. “Não vi problema nenhum, vim muito feliz. Foi meu casamento com a Porto da Pedra”, contou, já na dispersão.

A musa do funk desfilou com o corpo todo pintado de dourado e com lentes de contato na cor cinza.


Salgueiro
A rainha de bateria do Salgueiro, Viviane Araújo, chorou de emoção após o desfile da escola. Antes de sair da avenida, ela deu um abraço na presidente da escola, Regina Duran.

Viviane machucou o ombro com a fantasia durante o desfile da escola.







Imperatriz
Com muito samba no pé e esbanjando simpatia, Luiza Brunet comandou a bateria da Imperatriz Leopoldinense durante o desfile da escola no Sambódromo.

No sábado (21), ela não saiu na Acadêmicos da Rocinha, no desfile do Grupo de Acesso A, porque sentiu-se mal.







Portela
Afastada da avenida há três anos, Luma de Oliveira fez seu retorno à passarela do samba no comando dos ritmistas da Portela. Luma foi rainha de bateria de diversas escolas entre 1987 e 2004.

A atriz gerou polêmica em 1998 ao desfilar com uma coleira que trazia o nome de seu então marido, Eike Batista.


 
Mangueira
Em seu segundo ano à frente dos ritmistas da Mangueira, a rainha de bateria Gracyanne Barbosa mostrou toda a exuberância de seu corpo para encarnar uma iguana no desfile sobre o povo brasileiro.


A bela também participou do desfile da escola paulista Império de Casa Verde, no qual a dançarina ousou no modelito.



Viradouro
Juliane Almeida, dançarina do grupo É o Tchan, substituiu Juliana Paes como rainha de bateria da Viradouro.

A baiana faceira venceu o concurso que elegeu a musa da bateria.








domingo, 22 de fevereiro de 2009

22/02/2009 - 09h00

Beldades desfilam na Sapucaí em escolas do Acesso

Adriane Galisteu e Nívea Stelmann foram algumas das estrelas da noite.
Luiza Brunet passou mal na concentração e não conseguiu sair na Rocinha.
Do G1, no Rio
Belas mulheres passaram sábado na Marquês de Sapucaí sábado (21), durante os desfiles das escolas de samba do Grupo de Acesso A. Muitas já são conhecidas do público, como a apresentadora Adriane Galisteu, que foi destaque de chão na Acadêmicos da Rocinha e domingo volta à Avenida, desta vez pela Unidos da Tijuca.

Veja galeria de fotos das beldades

O desfalque da noite foi o da empresária Luiza Brunet, que passou mal na concentração, com a Rocinha já armada para o desfile, e não saiu como o destaque principal do abre-alas da escola da Zona Sul.

A empresária optou por poupar energias para segunda-feira (23), quando desfila à frente da bateria da Imperatriz Leopoldinense fantasiada de anjo. Pouco antes de passar mal, Luiza falou ao G1 sobre a expectativa de desfilar num carro alegórico.

Grupo de Acesso A mostra competência e empolga o público

Quem também terá dose dupla na Avenida é a rainha de bateria da Mocidade, Tathiana Pagung. A morena defendeu sábado as cores da Inocentes de Belford Roxo. Domingo (22) ela vai representar a essência da música na verde-e-branca de Padre Miguel. “Será uma roupa pouco mais comportada”, disse Pagung.

Aluizio Freire
G1
Mulher Moranguinho: carta na manga da Paraíso do Tuiuti (Foto: Aluizio Xavier/G1)
A Paraíso do Tuiuti tinha uma carta na manga em sua bateria: a funkeira Ellen Cardoso, mais conhecida como Mulher Moranguinho. Ela estreou na Passarela do Samba usando uma fantasia que tinha naipes de baralho, bem dentro do clima do enredo "O Cassino da Urca", desenvolvido pelo carnavalesco Eduardo Gonçalves.

Outros nomes também se destacaram na noite de sábado. A atriz e repórter do programa "Vídeo Show", Nívea Stelmann, foi a rainha de bateria da Renascer de Jacarepaguá, representando uma comissária de bordo. Este foi o segundo ano de Nívea no posto.

"Quero dar sorte à Renascer para que a escola consiga ir para o Grupo Especial", comentou a atriz.

A dançarina Mirella Santos brilhou na Estácio de Sá em sua estreia como madrinha de bateria. Ela dividiu espaço à frente dos ritmistas da vermelha-e-branca com a rainha de bateria da escola, Alessandra Mattos. “Este ano eu só vou sair na Estácio, minha escola do coração”, revelou a loura.

Aluizio Freire
G1
Nana Gouveia revela formas além de sua fantasia na Sapucaí (Foto: Aluizio Freire/G1)
No Império da Tijuca, quem revelou mais do que fantasia e samba no pé foi a modelo Nana Gouveia. O sutiã de sua roupa deixou escapar parte do seio da morena, que cantou a reedição do samba “O mundo de barro de Mestre Vitalino”. Mas nada que abalasse a alegria de Nana em pisar, mais uma vez, na Marquês de Sapucaí. 

 Mulheres de comunidade
Representantes da comunidade tiveram vez no desfile do Acesso. Na São Clemente, que abriu a noite de espetáculos, Bruna Almeida (veja no vídeo ao lado) desfilou em seu décimo ano à frente dos ritmistas da escola. Já a União da Ilha do Governador teve como sua rainha a jovem Bruna Almeida.

Renata Santos (Santa Cruz) e Mel Britto (Caprichosos) completaram o time de beldades do Acesso.
22/02/2009 - 08h15 - Atualizado em 22/02/2009 - 12h49

Grupo de Acesso A mostra competência e empolga o público

Escolas apresentaram alas criativas e levantaram a arquibancada.
Cachorro que invadiu desfile da Paraíso do Tuiuti pode fazer escola perder ponto.
Alba Valéria Mendonça e Aluizio Freire, do G1 no Rio
Foi com um atraso de 25 minutos – devido à falta de colocação de grades para impedir o acesso do público e de ambulantes à área de armação das escolas – que começou o desfile do Grupo de Acesso A no Rio. A sirene anunciando o desfile só tocou às 20h25. A primeira a entrar na Sapucaí, a São Clemente, começou sua apresentação ainda com as arquibancadas vazias.

Veja galeria de fotos

A escola de Botafogo, na Zona Sul do Rio, defendeu o enredo “O beijo moleque da São Clemente”, que conta a trajetória do primeiro palhaço negro brasileiro, Benjamin de Oliveira, levou para a avenida um abre–alas de 40 metros. Dos cinco carros, quatro tinham coreografia e teatralização.

Conheça as musas do Grupo de Acesso A do Rio

Mulher Moranguinho une samba e funk na Sapucaí


“Não houve condições para armar a escola com tranquilidade. Havia camelôs e até componente de outras escolas no meio das nossas alas. Mas acreditamos na força da nossa comunidade para superar esses problemas. Faltou organização por parte da Lesga (Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso A). Mas nada vai nos abater”, disse o vice-presidente Roberto Gomes.

Mesmo com um desfile rico e correto, a escola não chegou a empolgar o público. Muitos componentes deixaram de cantar o samba. Com as fantasias bem feitas e alegorias bem acabadas a escola causou boa impressão.

Mas a segunda a desfilar, a Estácio de Sá, mostrou que não vai deixar o campeonato passar assim tão facilmente. Ela entrou na avenida com as arquibancadas cheias. Embora contasse a história da chita, tecido popular muito usado no Nordeste e no Norte do país , a escola levou para a Sapucaí carros e fantasias luxuosos. O carnavalesco Cid Carvalho, que usou chita em todas as fantasias, evitou o clima de já ganhou.

“Para falar da chita tinha de fazer um desfile pra cima, assim bem colorido. Acho que fizemos um bom desfile. Acho que vamos disputar esse título”, disse Cid.

A Inocentes de Belford Roxo foi a primeira a enfrentar problemas na avenida. A Ala Rio Grande do Sul, com cerca de 50 pessoas da comunidade, não entrou na pista, pois as fantasias chegaram atrasadas. A professora Luíza dos Santos, da comunidade reclamou.

“Fizeram a gente ensaiar debaixo de chuva, e agora, entregam a fantasia atrasado e não deixam a gente entrar. Isso é um absurdo. A gente tinha o direito de estar lá dentro”, esbravejou a componente.

A escola da Baixada Fluminense, que apresentou o enredo “Do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro – a Inocentes canta: Brizola , a voz do povo brasileiro”, deverá perder pontos porque só desfilou com 45 baianas – quando o regulamento exige 60. A escola teve de acelerar o passo no final para desfilar no tempo regulamentar. O portão da dispersão fechou com 59 minutos de desfile.

A Paraíso do Tuiuti teve um componente inusitado na avenida: um cachorro entrou na concentração e “desfilou” ao lado do casal mirim de mestre-sala e porta-bandeira Hugo e Ludmila.

Muito grande, a escola também teve de correr para terminar o desfile. Tanto que a bateria não parou no segundo recuo de hábito e seguiu direto. A agremiação que cantou “O Cassino da Urca” trouxe como rainha Ellen Cardoso, a Mulher Moranguinho. Mas não chegou a empolgar. A Paraíso desfilou em exatos 60 minutos.

A Império da Tijuca, com o enredo “O mundo de barro do Mestre Vitalino”, levantou o público com o bom samba reeditado de 1977. No abre-alas chamava a atenção um passista vestindo tapa-sexo com o corpo lambuzado de chocolate para representar o barro dos bonecos do mestre nordestino.

A escola desfilou animada, mostrando garra por parte de seus componentes. E animou a arquibancada. Com paradinhas e boa bateria, fez um desfile sem problemas, desfilando no tempo regulamentar.

A União da Ilha do Governador voltou a levantar o público da Marquês de Sapucaí com a bateria fazendo bossa no meio da avenida. E depois do tributo a Haroldo Melodia, relembrando “A minha alegria atravessou o mar”, a escola fez uma trajetória competente em cima do enredo “Viajar é preciso – viagens extraordinárias através de mundos conhecidos e desconhecidos”.

A bateria foi um espetáculo à parte, empolgando o público. Ao final do desfile, os gritos se repetiam de “é campeã”. Em seguida, a Acadêmicos da Rocinha, com Adriane Galisteu como madrinha, deixou a plateia dividida. A escola, no entanto, sofreu um grande desfalque: Luiz Brunet, esperada como um dos destaques, teve uma queda de pressão e não pode desfilar. Nada grave. Outras beldades da escola marcaram presença e foram aprovadas pelo público.

A Renascer de Jacarepaguá entrou na avenida às 4h35 com Nívea Stelmann como rainha de bateria. Um dos momentos mais empolgantes da escola foi a apresentação do mestre-sala Luiz Augusto e a porta-bandeira Denadir. O casal chamava o público para vibrar com o samba. A arquibancada respondia à altura.

O desfile desta madrugada de domingo (22) seguiu com as apresentações corretas da Acadêmicos de Santa Cruz e Caprichosos de Pilares, mas sem o mesmo número de público, uma vez que o dia começava a clarear e as pessoas já estavam deixando as arquibancadas e camarotes.
22/02/2009 - 14h43 - Atualizado em 22/02/2009 - 14h45

Seis escolas abrem o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no Rio

A bicampeã Beija-Flor se apresenta neste domingo (22).
Império Serrano é a única a reeditar samba e enredo, neste carnaval.
Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio
Alba Valéria Mendonça
G1
A Beija-Flor, bicampeã do carnaval carioca, é a quinta escola a desfilar no domingo (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Começa às 21h deste domingo (22), o desfile do Grupo Especial das escolas de samba, no Sambódromo, no Centro do Rio. Seis escolas vão se apresentar neste primeiro dia de desfile e outras seis na segunda-feira (23). Neste domingo, desfilam Império Serrano, Grande Rio, Vila Isabel, Mocidade, Beija-Flor e Unidos da Tijuca.

Na segunda-feira (23) é a vez de Porto da Pedra, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, Portela, Mangueira e Viradouro.

 Império Serrano
O desfile será aberto pela Império Serrano, campeã do Grupo de Acesso A em 2008, que leva para a avenida o enredo “A lenda das sereias e os mistérios do mar”, de 1976. A carnavalesca Márcia Lávia quer levar a escola a dar a volta por cima recontando as histórias e lendas e relembrando os mitos que povoam a imaginação do povo neste universo de encanto e beleza que é o fundo do mar.

A bateria com 254 ritmistas comandados por mestre Átila promete um grande espetáculo com paradinhas e coreografias com a rainha Quitéria Chagas. Ela será a sereia encantando os marinheiros (ritmistas), na avenida. O samba, um dos mais belos deste carnaval será defendido pelo puxador Nego, irmão de Neguinho da Beija-Flor.

 Grande Rio
Alba Valéria Mendonça
G1
Grande Rio vai celebrar o Ano da França no Brasil, no Sambódromo (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Segunda escola a desfilar na noite de domingo, a Grande Rio vai entrar na Sapucaí como uma das favoritas ao título de 2009. A escola promete muito luxo nas fantasias e alegorias para celebrar o Ano da França no Brasil, com o enredo “Voilà, Caxias! Para sempre liberté, egalité, fraternité, merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!”, do carnavalesco Cahê Rodrigues.

Com um carnaval estimado em cerca de R$ 8 milhões, a Grande Rio traz com exclusividade no quinto carro 32 bailarinos do Moulin Rouge, cabaré francês, que vão mesclar samba e cancan. A escola vem com a atriz Paola Oliveira, à frente da bateria comandada por mestre Odilon. Na escola também desfila a atriz Suzana Vieira.



“Vamos falar do encanto que a natureza brasileira exerceu sobre os europeus, mostrando a missão artística da corte de D. João VI e as influências culturais e arquitetônicas que sofremos dos franceses”, explicou Cahê.

 Vila Isabel
Depois de dois anos afastado dos desfiles, a Vila Isabel vai levar para a avenida o cantor e compositor Martinho da Vila. Ele vai encarnar o jornalista carioca João do Rio, para contar a história da vida da cidade a partir do centenário do Theatro Municipal. O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza em parceria com Paulo Barros, que ficou famoso pelas chamadas alegorias vivas (cheias de componentes e com coreografias).

A escola, que doou todas quatro mil fantasias à comunidade, aposta na força do canto dos componentes, no carnaval ricamente planejado. Pelo segundo ano consecutivo a ex-miss Natália Guimarães desfilará à frente da bateria de mestre Mug.

 Mocidade
Alba Valéria Mendonça
G1
A Mocidade vai promover encontro fictício entre dois escritores na avenida (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Entrando pela madrugada, a Mocidade Independente de Padre Miguel será a quarta escola a se apresentar no primeiro dia de desfiles. No enredo “A Mocidade apresenta: clube literário – Machado de Assis e Guimarães Rosa... Estrelas em poesia!”, o carnavalesco Cláudio Cebola, promove um encontro fictício entre os escritores na avenida.
A rainha Thatiana Pagung vai interagir com os ritmistas da “bateria nota dez” de mestre Jonas. Há uma grande expectativa em torno da comissão de frente coreografada por Fábio de Mello, que ficou conhecido pelas belas comissões que fez na Imperatriz Leopoldinense. O ator Marcos Palmeira irá desfilar encarnando o escritor Guimarães Rosa.

 Beija-Flor
A expectativa é grande pelo desfile da Beija-Flor de Nilópolis, bicampeã do carnaval carioca. As novidades começam na concentração onde, durante o esquenta da bateria, será celebrado o casamento do intérprete Neguinho da Beija-Flor. Mesmo debilitado pelo tratamento contra um câncer, Neguinho promete levar o samba até o final.

A Beija-Flor vai cantar na avenida a história do banho, desenvolvida pelos carnavalescos Alexandre Louzada, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva e Laíla, da antiguidade aos dias de hoje, lembrando inclusive o que chamou de banho alternativo: de chuva, de sol, de lua, de cheiro, de gato e de axé. A rainha de bateria é Raissa de Oliveira, de 18 anos, há sete desfila à frente da bateria de mestre Paulinho.

Alba Valéria Mendonça
G1
Unidos da Tijuca vai fazer uma viagem pelo céu dos sonhos e da realidade (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
 Unidos da Tijuca
A Unidos da Tijuca vai encerrar o primeiro dia de desfiles com uma odisséia sobre o espaço, de autoria do carnavalesco Luiz Carlos Bruno. A escola vai fazer uma deliciosa viagem pelo céu dos cientistas, dos deuses, das lendas e superstição, do imaginário infantil, do cinema e da realidade.

A estrela da Tijuca é a modelo e apresentadora Adriane Galisteu, que desde 2007 desfila como rainha da bateria do mestre Casagrande. A ala dos super-heróis que fazem parte do céu infantil promete arrebatar o público.

Gaviões e Mocidade são destaque no segundo dia de desfiles em SP

22/02/2009 - 06h54 - Atualizado em 22/02/2009 - 11h47
Escolas receberam nota 9,4 em enquete com telespectadores da TV Globo.
Segundo dia de desfile ocorreu sem incidentes com agremiações.
Do G1, em São Paulo
Caberá aos jurados, na terça-feira (24), definir a campeã do carnaval paulista. Mas os telespectadores da TV Globo já fizeram suas escolhas: no segundo dia, Gaviões da Fiel e Mocidade Alegre receberam as maiores notas na enquete popular: 9,4. No primeiro dia de desfiles, a Mancha Verde recebeu 9,7 na mesma votação.

Veja fotos das musas de São Paulo

A noite do sábado (21) e a madrugada do domingo (22) foram de belos espetáculos, marcados por poucos incidentes. Nenhuma escola utilizou mais do que os 65 minutos previstos para o desfile e não houve quebras de carros na concentração. Os destaques foram as musas que deram brilho aos desfiles e os jogadores de futebol que engrossaram as torcidas pelas escolas.

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Além das preferidas pelo público, se destacaram e estão forte na disputa outras escolas. A Império da Casa Verde fez o último desfile do dia e manteve a tradição de apresentar grandes carros. Recebeu do público nota 8,5. Leandro de Itaquera (8,9), Pérola Negra (8,9), Acadêmicos do Tucuruvi (8,8) e Vai-Vai (8,1) também fizeram belas apresentações.

 Homenagem a Regina Casé
A primeira escola a desfilar foi a Leandro de Itaquera. No retorno ao Grupo Especial, a escola da Zona Leste fez a festa das periferias do Brasil e prestou homenagem à atriz que tem dedicado seus últimos anos a mostrar a riqueza existente nos centros mais pobres do país, Regina Casé.

Veja fotos do desfile da Leandro de Itaquera

Veja vídeos do desfile da Leandro de Itaquera



 Caminhos da Índia
A Pérola Negra, escola da Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, veio a seguir invocando deuses hindus e agitou a arquibancada. Com o enredo "Guiado por Surya, pelos caminhos da Índia em busca da pérola sagrada", a agremiação conta a história de um personagem que viaja pelo país. A atriz Juliana Alves brilhou como madrinha da bateria da Pérola Negra.

Veja fotos do desfile da Pérola Negra

Veja vídeos da Pérola Negra

 Coração pulsando
Terceira escola a pisar no sambódromo neste sábado (21), a Mocidade Alegre fez uma ode ao coração em suas diversas formas: histórica, lúdica e carnavalesca. Com o enredo: “Da chama da razão ao palco das emoções... Sou máquina, sou vida, sou coração pulsando forte na avenida”, a vice-campeã do carnaval 2008, ‘pintou” a avenida de vermelho e verde.

Em uma mudança de última hora, a tradicional rainha de bateria da Mocidade, Nani Moreira, não desfilou à frente dos músicos. Ela foi substituída por uma rainha mirim, a Naninha.

Segundo a presidente da agremiação, Solange Cruz Bichara Rezende, Nani, que teve uma filha recentemente, achou que não tinha condições de entrar à frente da bateria. “Mas, no ano que vem, o lugar é dela”, garantiu a presidente.

Um dos destaques da escola foi o atacante do São Paulo Washington, batizado pela torcida de “Coração Valente”.

Veja fotos do desfile da Mocidade Alegre
Veja vídeos do desfile da Mocidade Alegre

 Tempo exato
A Acadêmicos do Tucuruvi usou delicadeza e criatividade para colocar Ouro Preto no Sambódromo do Anhembi na madrugada deste domingo (22). A escola, quarta a desfilar, retratou Minas Gerais através de um enredo que destacou a arte e a religiosidade do estado. O desfile durou exatos 64 minutos. O tempo máximo permitido é de 65 minutos.

A bateria da Tucuruvi - composta por 250 ritmistas comandados pelo Mestre André - deu show no sambódromo. À frente da bateria, representando a comunidade da escola, estava a rainha de bateria Valéria de Paula, que tem 30 anos e é administradora de empresas. A madrinha Sheila Mello brilhou com muito samba no pé.

Veja as fotos do desfile da Acadêmicos do Tucuruvi
Veja os vídeos do desfile da Acadêmicos do Tucuruvi


 Beleza das 'fiéis'
Este ano, a Gaviões da Fiel fez um desfile mostrando a evolução humana a partir da criação da roda.  A beleza das "fiéis" despertou a atenção de todo o sambódromo. Já no início do desfile, as irmãs loiras Tatiane a Ana Paula Minerato, rainha da bateria e musa dos compositores respectivamente, encantaram os corintianos que lotaram o Anhembi.

A ex-BB Jaqueline Khury desfilou em cima do segundo carro da escola, batizado de “A cada mente, uma nova invenção”. A apresentadora corintiana Sabrina Sato também participou do desfile. A morena veio fantasiada com plumas brancas e pretas como destaque de chão à frente da terceira alegoria da escola.

Raul Zito
G1
Tatiane Minerato, rainha de bateria da Gaviões (Foto: Daigo Oliva/G1)

Pouco antes do desfile, a correria foi grande na concentração da Gaviões da Fiel. O carnavalesco da escola, Zilkson Reis, ajudou a costurar a roupa do primeiro mestre-sala a entrar na avenida, que precisava de retoques finais.  Já perto do final do desfile, houve um tumulto na saída entre um técnico da TV Globo e integrantes da escola. O técnico ficou ferido e precisou de atendimento médico.

Veja as fotos do desfile da Gaviões da Fiel
Veja vídeos do desfile da Gaviões da Fiel


 Alegoria gigante
O último carro da última escola a desfilar foi um dos destaques do carnaval. Um tigre de 55 metros de comprimento integrava a alegoria que comemorava os 15 anos da Império da Casa Verde. A representação do felino tinha movimento e quem estava no sambódromo pôde ouvir o som que representavam os urros do tigre, símbolo da escola. O carro simulava um baile de debutantes.

Veja fotos da Império da Casa Verde
Veja vídeos da Império da Casa Verde

Raul Zito
A dançarina Gracyane Barbosa, namorada do cantor Belo, que desfilou como rainha de bateria. (Foto: Raul Zito/G1)

Nani Moreira promete voltar a ser rainha da Mocidade

22/02/2009 - 08h15 - Atualizado em 22/02/2009 - 08h25

A musa desfilou excepcionalmente neste ano como destaque.
Ela disse que mudou de posto por causa de seu bebê, que nasceu há 3 meses.
Daniel Haidar Do G1, em São Paulo
A musa da Mocidade Alegre Nani Moreira, de 30 anos, surpreendeu o público do sambódromo no desfile deste domingo (22), porque não foi a rainha da bateria da escola em 2009, cargo que ocupava há anos. Mas os fãs da passista tiveram uma surpresa.

Ela surgiu como destaque do quinto carro alegórico da agremiação e teve a participação ovacionada pelos componentes da escola.


Os fãs podem ficar tranquilos, porque a ausência é temporária e serviu apenas para poupar o tempo de participação e ensaio de Nani, que teve um filho há três meses. Ela promete voltar ao posto de rainha da bateria já no ano que vem. "Foi apenas um ano diferente por causa do meu bebê. No ano que vem eu volto", disse a musa.

Nani foi substituída à frente da bateria pela rainha mirim Marília Silva, de 12 anos, que teve o desempenho elogiado pela musa. "Ela é superaplicada no que faz", disse.

Mulher Moranguinho une samba e funk na Sapucaí

22/02/2009 - 09h03
O figurino era decorado com naipes de baralho.
Ela foi a rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti.
Do G1, no Rio
A Passarela do Samba deu lugar ao funk durante o desfile do Grupo de Acesso A no Rio. A dançarina Ellen Cardoso, mais conhecida como Mulher Moranguinho, fez sua estreia no Sambódromo como rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti.

Veja fotos do Grupo de Acesso

O figurino, sumário, era decorado com naipes de baralho, bem dentro do clima do enredo “O cassino da Urca”, assinado pelo carnavalesco Eduardo Gonçalves.

Grupo de Acesso A mostra competência e empolga o público

“A gente mistura tudo e no final dá tudo certo”, comentou a Mulher Moranguinho.

Gordinhas desafiam saradas no carnaval de SP

22/02/2009 - 11h54

'Cheinhas' dizem que têm seu espaço reservado no samba.
Dançarina do ventre ensina que cada um têm de ressaltar sua beleza.
Silvia Ribeiro e Marília Juste Do G1, em São Paulo

Nem só de bumbum malhado é feito o carnaval. Mulheres com uns quilinhos a mais não se intimidam em dividir alas com as "saradas" das escolas de samba de São Paulo.

"Eu só quero saber de ser feliz na avenida", diz a professora de dança do ventre Joelma Brasil, que não vê problema em se definir como "cheinha".

A dançarina desfilou no Anhembi com um grupo de alunas às quais ensina que cada mulher tem de ressaltar sua beleza. "Não vamos deixar de sair no carnaval só porque não temos coxas musculosas", defende ela.

A universitária Juliana Chagas, de 37 anos, também não está preocupada com o padrão de beleza das saradas e diz que as gordinhas têm seu espaço reservado no samba. "O importante é ser feliz", conclui.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

13/02/09 - 12h34 - Atualizado em 13/02/09 - 12h34

Garoto de 13 anos é um dos pais mais jovens do Reino Unido

Namorada Chatelle Steadman tem 15 anos.
Eles guardaram o segredo até as 18 semanas de gravidez.
Da Efe


  Foto: Reprodução Foto: Reprodução

Reprodução do site do 'The Sun' mostra o jovem casal e sua filha. (Foto: Reprodução)

Um menino inglês de 13 anos se transformou em um dos pais mais jovens do Reino Unido após sua namorada, de 15, dar à luz a pequena Maisie, publicou nesta sexta-feira (13) o jornal "The Sun".

Alfie Patten e sua namorada Chatelle Steadman afirmam na entrevista concedida ao jornal que decidiram seguir adiante com a gravidez logo após saberem da notícia, apesar de sentirem medo da reação de seus pais.

Os jovens, que moram em Eastbourne, no sul da Inglaterra, guardaram o segredo até as 18 semanas de gravidez, quando a mãe de Chantelle começou a suspeitar.

O pai de Alfie disse que o adolescente "ainda não assimilou" tudo o que se passou e lamentou que seu filho "não saiba a responsabilidade que é trazer um bebê ao mundo."

A mãe da namorada - cujo marido está desempregado - disse: "já temos cinco filhos para alimentar, por isso Maisie será uma grande responsabilidade econômica, mas somos uma família e seguiremos adiante todos juntos."

O caso de Alfie e Chantelle não é o único do tipo no Reino Unido, já que, em 1998, Sean Stewart e Emma Webster foram pais com apenas 12 e 15 anos, respectivamente.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ministério da Saúde libera R$ 18 milhões para combate à dengue no Rio

03/01/09 - 15h06 - Atualizado em 04/01/09 - 09h49

Segundo ministro, repasse é 65% maior do que o do ano passado.
Programa de conscientização da população começou por Paquetá.

Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio


Durante o lançamento da campanha “Ação nos bairros”, de mobilização da população para evitar a dengue, promovida neste sábado (3) pela prefeitura na Ilha de Paquetá, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a liberação de R$ 18 milhões para o combate à doença no município. Segundo o ministro, este repasse é 65% maior do que os recursos destinados à cidade no ano passado.

Temporão destacou a importância do programa, que, segundo afirmou, inaugura uma nova fase de integração na saúde pública. Ele espera que o programa do Rio sirva de exemplo e seja implantado em outras cidades.

“Com este trabalho de mobilização da sociedade esperamos ter resultados muito melhores no combate à dengue do que no ano passado. Esse trabalho nós queremos que aconteça em todo o país. Hoje, estamos em situação de alerta em 71 cidades do país, sendo que 14 delas são capitais. Entre elas, está o Rio, algumas cidades da Bahia e do Nordeste”, disse o ministro ressaltando que o repasse, aprovado na primeira semana de dezembro, já está à disposição da prefeitura.

O ministro chegou à ilha de helicóptero, acompanhado do prefeito Eduardo Paes e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que foi representando o governador Sérgio Cabral. Eles passaram cerca de 40 minutos em Paquetá, onde visitaram o posto de saúde e abriram a campanha “Ação nos bairros”.

Difícil acesso

O prefeito Eduardo Paes disse que escolheu Paquetá para ser o bairro piloto do programa por ser a ilha um lugar de difícil acesso. Segundo ele, a intenção é mostrar que a nova prefeitura vai tratar todos os bairros com igualdade.

Vistoria nos imóveis de Paquetá foi feita por 200 bombeiros e 280 agentes de endemia (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)

“Estamos inaugurando também uma mudança de postura na saúde pública do Rio. É um absurdo que ainda tenhamos que conviver com a dengue. Mas, se acontecer uma epidemia, o que queremos evitar com esse trabalho, o prefeito não vai se esconder, o prefeito não vai negá-la. Vamos dar toda atenção às pessoas. Neste trabalho de prevenção é fundamental a participação da população”, disse o prefeito.

O secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes também enalteceu o trabalho integrado das três esferas de governo – municipal, estadual e federal – no combate à dengue. Ele pretende estender o programa de prevenção aos municípios da Baixada Fluminense e da Região dos Lagos, onde os índices de infestação da doença são altos.

Projeto piloto

Já o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, disse que o programa foi iniciado por Paquetá porque a região tem menor quantidade de variáveis do mosquito e por ser uma área pequena. Segundo ele, o trabalho de mobilização e conscientização do programa exige uma logística complexa.

Para o trabalho em Paquetá, foram chamados 200 bombeiros e 280 agentes de endemias, além de artistas e voluntários de todas as secretarias. Dohmann disse que, através de peças de teatro e de ações lúdicas, a mensagem da prevenção é mais facilmente entendida pelo público.

O prefeito Eduardo Paes, ao lado do secretário Hans Dohmann e do ministro José Temporão, cumprimenta atriz que representou o moquito da dengue (Foto: Marco Antônio Teixeira / Ag. O Globo)

“O importante é que a gente transmita a mensagem com uma linguagem mais fácil para contaminar a população, para que ela ajude no combate à doença. A situação da dengue no Rio atualmente está sob controle. Mas a população não pode se acomodar e esse é um trabalho que não pode parar”, disse Dohmann, que, com agentes de saúde, vistoriou algumas casas na ilha.

A moradora Andréa Kevorkian aprovou o projeto. Vítima de dengue duas vezes, ela disse que Paquetá estava se ressentindo da falta de atenção por parte das autoridades.

“As associações fazem palestras para os moradores, mas é preciso uma ação mais forte. Aqui existem muitas casas de veraneio, que ficam fechadas. Elas representam o maior fator de risco para a população da ilha. Essa visita reforça a ideia de que todos precisam ajudar”, disse a moradora.

Visita em todos os bairros no primeiro semestre

O programa “Ação nos bairros” será retomado no próximo dia 19. A cada semana, dois a quatro bairros serão visitados por 1.200 agentes de saúde e dois mil bombeiros, num trabalho de prevenção, mobilizando os moradores. Todos os bairros deverão ser visitados neste primeiro semestre.

O critério para a escolha dos bairros que serão visitados foi o alto índice de infestação registrado no Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde em 2008.

Agentes intensificam trabalhos contra a dengue no subúrbio

21/01/09 - 10h50 - Atualizado em 21/01/09 - 10h50

Eles vão aos bairros do Rocha e São Francisco Xavier.
Segundo o secretário, a ação vai se estender para outras comunidades.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo


Agentes da Secretaria municipal de Saúde intensificam, nesta semana, os trabalhos de prevenção contra o mosquito da dengue nos bairros do Rocha e São Francisco Xavier, no subúrbio do Rio. As informações são do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann.

Visite o site do Bom Dia Rio

A expectativa do secretário é de que os agentes visitem 4,7 mil imóveis neste período. Cerca de 150 profissionais vão participar da fiscalização - o número pode aumentar para 250.

Segundo a Secretaria, o índice de infestação do mosquito é alto nestes bairros. Dohmann pede que população abra a porta das suas residências para que os agentes possam verificar possíveis focos do mosquito.

“Todos nós somos responsáveis pela nossa cidade. Todos nós temos que cuidar para que os vasos estejam tampados, as caixas d’água estejam tampadas, as calhas das residências estejam limpas, enfim, para que qualquer ponto de acúmulo de água seja combatido e eliminado, pois é ali que o mosquito vai nascer”, disse.

Segundo o secretário, a ação vai se estender para outras comunidades.

Ano de 2009 já tem 117 casos de dengue

21/01/09 - 20h53 - Atualizado em 21/01/09 - 20h53

Foram registradas 240 mortes pela doença em 2008.
Cinquenta ainda estão sob investigação.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo


Foram registrados até esta quarta-feira (21) 117 casos de dengue em 2009 pela Secretaria estadual de Saúde. De acordo com o balanço, duas mortes estão sendo investigadas.

Em 2008, foram notificadas mais de 259 mil casos da doença, com 240 mortes confirmadas. Outras 50 mortes ainda estão sob investigação.

Os municípios com maior número de casos são Angra dos Reis (10.971), não Sul Fluminense, Campos (17.788), no Norte, Nova Iguaçu (18.376), Duque de Caxias (16.513) e São João de Meriti (7.357), na Baixada, Niterói (7.652), na Região Metropolitana, Magé (3.546) e Belford Roxo (7.574), também na Baixada. O município do Rio de Janeiro registrou mais de 130 mil casos.

De acordo com a secretaria, a faixa etária com maior número de notificações (54%) é a de 15 a 49 anos.

Entre as mortes confirmadas, 159 foram no Rio de Janeiro, 26 em Duque de Caxias, dez em Angra dos Reis, sete em São João de Meriti, seis em Nova Iguaçu, seis em São Gonçalo, seis em Campos, três em Paracambi e três em Belford Roxo. Entre as mortes confirmadas, cem foram por dengue hemorrágica.

Paes diz que fará ação especial contra dengue em Vigário Geral

24/01/09 - 12h39 - Atualizado em 24/01/09 - 15h28

Região é considerada uma das áreas mais críticas de infestação.
Prefeito assistiu apresentações do grupo AfroReggae neste sábado (24).

Aluízio Freire Do G1, no Rio


Eduardo Paes visitou centro do AfroReggae (Foto: JP Engelbrecht/Divulgação)

O prefeito Eduardo Paes, em visita a Parada de Lucas e Vigário Geral, no subúrbio, afirmou, na manhã deste sábado (24), que será realizada uma ação especial de combate à dengue nas duas comunidades.

Segundo Paes, Vigário Geral é uma das áreas mais críticas de infestação do mosquito. O prefeito disse ainda que pretende retomar as obras de conservação da cidade.

"Agora de manhã fiz uma longa reunião com o secretário Guaraná (Luiz Antônio, de Obras) e a gente deve anunciar ao longo dessa semana um volume grande de investimentos na área de conservação. A Rio Luz teve uma redução de investimentos nos últimos anos absurda. Alguns contratos de manutenção não foram renovados, como os de dragagem e drenagem de alguns rios e canais", disse, em Parada de Lucas, ao lado de um canal assoreado e com um forte cheiro de esgoto.



Núcleos do AfroReggae

Nesta manhã, Eduardo Paes visitou o Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti, em Parada de Lucas, um dos quatro núcleos do AfroReggae. Ele foi recebido na comunidade com exibições do Afro Circo, Afro Mangue, da Banda Akoni e de alunos das oficinas de violinos.

"Vamos apoiar ações como essa do AfroReggae e de outras organizações em áreas carentes", afirmou o prefeito.

Infestação da dengue no Rio já é maior do que a média do país

24/01/09 - 16h58 - Atualizado em 24/01/09 - 21h09

Levantamento foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde.
Prefeito convoca a população para ajudar no combate ao mosquito.

Do G1, no Rio


Os índices de infestação da dengue no Rio são maiores do que a média nacional do país. Os dados foram divulgados neste sábado (24) a partir de um levantamento realizado de 5 a 14 de janeiro pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

De acordo com o documento, enquanto em outras cidades brasileiras as equipes identificaram 1% dos focos de mosquitos nas casas, no município do Rio a taxa já chegou a 2,92%. Segundo ainda a prefeitura, já foram notificados 85 casos de dengue na capital desde o início do ano.

“Vamos continuar com os mutirões de diversos órgãos, para fazer uma espécie de pente fino em todas as casas, constantemente, o ano todo, e não só durante no verão. Agora, é fundamental a participação das pessoas. Sem a ajuda da população é muito difícil enfrentar o mosquito da dengue”, disse o prefeito Eduardo Paes, durante visita, neste sábado, a Vigário Geral, no subúrbio, onde foi recebido por integrantes do grupo AfroReggae.

A localidade é considerada uma das mais críticas de toda a cidade, conforme o mapa da dengue. Ele prometeu uma ação especial para a região.



Levantamento

Os índices mais altos por estrato estão no Conjunto de Favelas do Alemão, com 14,2%; Pavuna, com 9,8%; Quintino, com 8,8%; Coelho Neto, com 8,3%; Inhoaíba, com 8,2%; Freguesia, Pechinha e Cascadura, com 8,1%; Campo Grande, com 7,8; Abolição e Pilares, com 7,7%; Penha, com 7,4%; Cordovil, Jardim América e Vigário Geral, com 7,3%.

O levantamento aponta ainda que a área com o maior índice de infestação da cidade é a que abrange os bairros de Madureira, Marechal Hermes e Rocha Miranda, com 4,45%, seguido das regiões da Ilha do Governador, Penha e conjunto de favelas da Maré, com 3,90%.

A metodologia usada para medir os índices divide os municípios em grupos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis.

O resultado aponta três situações: até 1% de infestação, em que o município está em condições satisfatórias; de 1% a 3,9%, em situação de alerta; e superior a 4% que aponta risco de surto de dengue.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

21/01/09 - 21h09 - Atualizado em 21/01/09 - 22h34

Pedestres usam barco para atravessar avenida da Zona Norte do Rio

Praça da Bandeira vira ‘lago’ após forte chuva que caiu sobre a cidade.
Regiões da Tijuca e de Vila Isabel foram as mais afetadas.
Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Pedestres usam barco para atravessar a Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio, alagada após a forte chuva que caiu sobre o Rio nesta quarta-feira (21)(Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo)

Com a Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio, alagada após a forte chuva que caiu sobre o Rio nesta quarta-feira (21), pedestres não tiveram outra saída: lançaram mão de um barco para atravessar o rio em que a avenida se transformou. As regiões da Tijuca e de Vila Isabel, na Zona Norte, foram as mais atingidas.

A Avenida Brasil, que liga a Zona Oeste ao Centro do Rio,  ficou com trânsito lento na altura da Linha Vermelha nos dois sentidos no início da noite desta quarta-feira (21), por causa da chuva.







Na Zona Norte do Rio, os alagamentos começaram a baixar por volta das 18h30. De acordo com a CET-Rio, os principais pontos afetados pela água, como Avenida Maracanã, Radial Oeste, Avenida 28 de Setembro, Praça da Bandeira, Avenida Maxuell e Rua São Francisco Xavier, já não apresentavam problemas graves.

Mais cedo, segundo a Defesa Civil, o Rio Maracanã, na Zona Norte do Rio, transbordou. O canal da Rua Heitor Brandão, na Tijuca, também transbordou e não havia acesso para veículos.

Motoristas também enfrentaram alagamentos nas ruas Silva Ramos, Doutor Satamini, Mariz e Barros, Professor Gabizo e Major Ávila. A água alagou também ruas na Praça da Bandeira e nos dois sentidos da Avenida Maracanã.

O trânsito na Ponte Rio-Niterói ficou parado no sentido Rio por causa de alagamentos na Avenida Brasil, na altura do Caju, na Zona Portuária e nas imediações da Rodoviária Novo Rio. A chuva que atingiu a cidade nesta quarta-feira (21) deixou diversos outros pontos alagados, complicando o trânsito.

Defesa Civil
A Defesa Civil municipal registrou 125 chamados até o início da noite, mas nenhuma vítima nesta quarta. Na Mangueira, parte de um muro e telhado de um dos setores da Faetec desabou. Um deslizamento atingiu uma casa, que ficou parcialmente destruída.

Na Abolição, no subúrbio do Rio, parte de uma marquise desabou, na Avenida Dom Helder Câmara. Uma árvore caiu na Rua Barão de Petrópolis, num dos acessos a Santa Teresa, interditando o tráfego de veículos.

Um deslizamento de terra deixou o trânsito complicado na autoestrada Grajaú - Jacarepaguá, sentido Grajaú. O tráfego foi interrompido em uma das pistas da estrada.

Trens
A chuva forte afetou também a circulação de trens. Segundo a SuperVia, concessionária que administra o serviço, o ramal de Saracuruna foi interrompido depois que o Rio Faria Timbó transbordou.

A empresa informou ainda que os ramais de Japeri e Santa Cruz operaram com atrasos por causa da baixa velocidade imposta por cautela às composições. Durante a noite foram disponibilizados trens extras para atender à população.

Barcas
As barcas que ligam Rio a Niterói, Charitas, Cocotá e Paquetá chegaram a trafegar com velocidade reduzida, também por causa da chuva. Segundo a concessionária do serviço, os intervalos entre as viagens, no entanto, foram mantidos (Praça XV-Niterói a cada dez minutos e Praça XV-Charitas de 15 em 15 minutos). A concessionária informou que botou barcas extras até 22h.

Aeroportos
O Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, operou apenas por instrumentos nesta quarta. Segundo a Infraero, há baixa visibilidade no local, por causa da chuva. Dos 57 voos programados até as 17h, oito atrasaram e cinco foram cancelados.

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no subúrbio do Rio, também operou apenas por instrumentos. Vinte e quatro voos, dos 122 programados até as 17h, atrasaram. Nenhum foi cancelado.

Praias impróprias
Todas as praias do Rio estão impróprias para o banho, segundo os técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente.

A recomendação dos técnicos é para não entrar no mar por pelo menos 24 horas após o término do período de chuva. Nas praias de baía ou que sofrem influência direta de rios, canais e córregos afluentes, esse intervalo deve ser de pelo menos 48 horas.

A previsão do tempo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que a chuva permaneça pelo menos até domingo no Rio.


Foto: Daniella Clark / G1

Com a forte chuva, uma árvore caiu na Rua Barão de Petrópolis, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, num dos acessos à Santa Teresa. O local foi interditado pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal e nenhum carro consegue passar pelo local. Já a parte de baixo da rua em minutos se transformou num 'rio', dificultando a passagem de ônibus, carros e motos. (Foto: Daniella Clark / G1)


Falta de luz
A queda de galhos de árvores sobre a fiação elétrica deixou alguns trechos de cinco bairros sem luz. Pontos em São Conrado, Rio Comprido, Freguesia, Bangu e Campo Grande foram afetados.

Trechos de ruas dos municípios de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Pati do Alferes, no Centro-Sul Fluminense e Barra do Piraí, no Sul Fluminense também ficaram sem energia elétrica.